Metafore & Metamorfosi (giugno)

I SOLDI DEGLI ALTRI

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IGNAZIO: REPRESSIONE E CIVILTA'

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ARGENTINA, GRECIA... ITALIA?

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PIZZA BACKEN MIT SILVIO

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Fate la pizza con Silvio.
Da Silvio non c'è bisogno del menu, perché c'è sempre la stessa cosa: pizza corruzione!
Per farla servono tre televisioni, quattro giornali, undici fette di salame Milan, centoventicinque grammi di canzoni con accompagnamento musicale e naturalmente un po' di soldini, una goccia di contatti con la mafia. Impastate tutto e il gioco è fatto!
Come si fa a mangiarla?
(Berlusconi) "Vodka, ci vuole la vodka"
Ahh, ecco... Ma attenzione alla bandiera.

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IL GIORNALE

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IL CORAGGIO DELLA FARFALLA

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COLPO DI TELEFONO

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LA GRANDE COPULA

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QUESTI FANTASMI

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I DUE PRESIDENTI: L'IMPEDITO E L'INCAPACE

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Imagine

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Querido Che

At the risk of seeming ridiculous, let me say that the true revolutionary is guided by a great feeling of love. It is impossible to think of a genuine revolutionary lacking this quality.

Déjenme decirles, a riesgo de parecer ridículo, que el revolucionario verdadero está guiado por grandes sentimientos de amor. Es imposible pensar en un revolucionario auténtico sin esta cualidad.

Ernesto "Che" Guevara

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Querido Che,
Passaram-se muitos anos desde que a CIA te assassinou nas selvas da Bolívia, a 8 de outubro de 1967. Tu tinhas, então, 39 anos de idade. Pensavam teus algozes que, ao cravar balas em teu corpo, após te capturarem vivo, condenariam tua memória ao olvido. Ignoravam que, ao contrário dos egoístas, os altruístas jamais morrem. Sonhos libertários não se confinam em gaiolas como pássaros domesticados. A estrela de tua boina brilha mais forte, a força dos teus olhos guia gerações nas veredas da justiça, teu semblante sereno e firme inspira confiança nos que combatem por liberdade. Teu espírito transcende as fronteiras da Argentina, de Cuba e da Bolívia e, chama ardente, ainda hoje inflama o coração de muitos.
Mudanças radicais ocorreram nesses trinta e seis anos. O Muro de Berlim caiu e soterrou o socialismo europeu. Muitos de nós só agora compreendem tua ousadia ao apontar, em Argel, em 1962, as rachaduras nas muralhas do Kremlin, que nos pareciam tão sólidas. A história é um rio veloz que não poupa obstáculos. O socialismo europeu tentou congelar as águas do rio com o burocratismo, o autoritarismo, a incapacidade de estender ao cotidiano o avanço tecnológico propiciado pela corrida espacial e, sobretudo, revestiu-se de uma racionalidade economicista que não deitava raízes na educação subjetiva dos sujeitos históricos: os trabalhadores.
Quem sabe a história do socialismo seria outra, hoje, se tivessem dado ouvidos às tuas palavras: “O Estado às vezes se equivoca. Quando ocorre um desses equívocos, percebe-se uma diminuição do entusiasmo coletivo devido a uma redução quantitativa de cada um dos elementos que o formam, e o trabalho se paralisa até ficar reduzido a magnitudes insignificantes: é o momento de retificar.”.
Che, muitos de teus receios se confirmaram ao longo desses anos e contribuiram para o fracasso de nossos movimentos de libertação. Não te ouvimos o suficiente. Da África, em 1965, escreveste a Carlos Quijano, do jornal Marcha, de Montevidéo: “Deixe-me dizê-lo, sob o risco de parecer ridículo, que o verdadeiro revolucionário é guiado por grandes sentimentos de amor. É impossível pensar num revolucionário autêntico sem esta qualidade.
Alguns de nós, Che, abandonaram o amor aos pobres que, hoje, se multiplicam na Pátria Grande latino-americana e no mundo. Deixaram de se guiar por grandes sentimentos de amor para serem absorvidos por estéreis disputas partidárias e, por vezes, fazem de amigos, inimigos, e dos verdadeiros inimigos, aliados. Minados pela vaidade e pela disputa de espaços políticos, já não trazem o coração aquecido por ideais de justiça. Ficaram surdos aos clamores do povo, perderam a humildade do trabalho de base e, agora, barganham utopias por votos.
Quando o amor esfria, o entusiasmo arrefece e a dedicação retrai-se. A causa como paixão desaparece, como o romance entre um casal que já não se ama. O que era “nosso” ressoa como “meu” e as seduções do capitalismo afrouxam princípios, transmutam valores e, se ainda prosseguimos na luta, é porque a estética do poder exerce maior fascínio que a ética do serviço.
Teu coração, Che, pulsava ao ritmo de todos os povos oprimidos e espoliados. Peregrinastes da Argentina à Guatemala, da Guatemala ao México, do México à Cuba, de Cuba ao Congo, do Congo à Bolívia. Saístes todo o tempo de ti mesmo, incandescido pelo amor que, em tua vida, se traduzia em libertação. Por isso podias afirmar, com autoridade, que “é preciso ter uma grande dose de humanidade, de sentido de justiça e de verdade para não cair em extremos dogmáticos, em escolasticismos frios, em isolamento das massas. Todos os dias é necessário lutar para que este amor à humanidade viva se transforme em fatos concretos, em gestos que sirvam de exemplo, de mobilização.
Quantas vezes, Che, nossa dose de humanidade ressecou-se calcinada por dogmatismos que nos inflaram de certezas e nos deixaram vazios de sensibilidade com os dramas dos condenados da Terra! Quantas vezes nosso sentido de justiça perdeu-se em escolasticismos frios que proferiam sentenças implacáveis e proclamavam juízos infamantes! Quantas vezes nosso senso de verdade cristalizou-se em exercício de autoridade, sem que correspondêssemos aos anseios dos que sonham com um pedaço de pão, de terra e de alegria.
Tu nos ensinaste um dia que o ser humano é o “ator desse estranho e apaixonante drama que é a construção do socialismo, em sua dupla existência de ser único e membro da comunidade”. E que este não é “um produto acabado. As taras do passado se trasladam ao presente na consciência individual e há que empreender um contínuo trabalho para erradicá-las”. Quiçá tenha nos faltado sublinhar com mais ênfase os valores morais, as emulações subjetivas, os anseios espirituais. Com o teu agudo senso crítico, cuidaste de advertir-nos de que “o socialismo é jovem e tem erros. Os revolucionários carecem, muitas vezes, de conhecimentos e da audácia intelectual necessárias para encarar a tarefa do desenvolvimento do homem novo por métodos distintos dos convencionais, pois os métodos convencionais sofrem a influência da sociedade que os criou”.
Apesar de tantas derrotas e erros, tivemos conquistas importantes ao longo desses trinta anos. Movimentos populares irromperam em todo o Continente. Hoje, em muitos países, são melhor organizados as mulheres, os camponeses, os operários, os índios e os negros. Entre os cristãos, parcela expressiva optou pelos pobres e engendrou a Teologia da Libertação. Extraímos consideráveis lições das guerrilhas urbanas dos anos 60; da breve gestão popular de Salvador Allende; do governo democrático de Maurice Bishop, em Granada, massacrado pelas tropas dos EUA; da ascensão e queda da Revolução Sandinista; da luta do povo de El Salvador. No Brasil, o Partido dos Trabalhadores chegou ao governo com a eleição de Lula; na Guatemala, as pressões indígenas conquistam espaços significativos; no México, os zapatistas de Chiapas põem a nu a política neoliberal.
Há muito a fazer, querido Che. Preservamos com carinho tuas maiores heranças: o espírito internacionalista e a Revolução cubana. Uma e outra coisa hoje se intercalam como um só símbolo. Comandada por Fidel, a Revolução cubana resiste ao bloqueio imperialista, à queda da União Soviética, à carência de petróleo, à mídia que procura satanizá-la. Resiste com toda a sua riqueza de amor e humor, salsa e merengue, defesa da pátria e valorização da vida. Atenta à tua voz, ela desencadeia o processo de retificação, consciente dos erros cometidos e empenhada, malgrado as dificuldades atuais, em tornar realidade o sonho de uma sociedade onde a liberdade de um seja a condição de justiça do outro.
De onde estás, Che, abençoes todos nós que comungamos teus ideais e tuas esperanças. Abençoes também os que se cansaram, se aburguesaram ou fizeram da luta uma profissão em benefício próprio. Abençoes os que têm vergonha de se confessar de esquerda e de se declarar socialistas. Abençoes os dirigentes políticos que, uma vez destituídos de seus cargos, nunca mais visitaram uma favela ou apoiaram uma mobilização. Abençoes as mulheres que, em casa, descobriram que seus companheiros eram o contrário do que ostentavam fora, e também os homens que lutam por vencer o machismo que os domina. Abençoes todos nós que, diante de tanta miséria a erradicar vidas humanas, sabemos que não nos resta outra vocação senão converter corações e mentes, revolucionar sociedades e continentes. Sobretudo, abençoe-nos para que, todos os dias, sejamos motivados por grandes sentimentos de amor, de modo a colher o fruto do homem e da mulher novos.

Frei Betto
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Querido Che:
Ya han pasado cuarenta años desde que la CIA te asesinó en la selva de Bolivia, el 8 de octubre de 1967. Tenías entonces 39 años. Pensaban tus verdugos que, al meterte balas en tu cuerpo, después de haberte capturado vivo, condenarían al olvido tu memoria. Ignoraban que, al contrario de los egoístas, los altruistas nunca mueren. Los sueños libertarios no quedan confinados en jaulas cual pájaros domesticados. La estrella de tu boina brilla más fuerte, la fuerza de tus ojos guía a generaciones por las rutas de la justicia, tu semblante sereno y firme inspira confianza a quienes combaten por la libertad. Tu espíritu trasciende las fronteras de Argentina, de Cuba y de Bolivia y, cual llama ardiente, inflama aún hoy el corazón de muchos revolucionarios.
En estos cuarenta años ha habido cambios radicales. Cayó el muro de Berlín y sepultó al socialismo europeo. Muchos de nosotros sólo ahora comprenden tu osadía al señalar, en Argel en 1962, las grietas en las murallas del Kremlin, que nos parecían tan sólidas. La historia es un río veloz que no ahorra obstáculos. El socialismo europeo trató de detener las aguas del río con el burocratismo, el autoritarismo, la incapacidad para llevar a la vida cotidiana el avance tecnológico derivado de la carrera espacial y, sobre todo, se revistió de una racionalidad economicista que no hincaba sus raíces en la educación subjetiva de los sujetos históricos: los trabajadores.
Quién sabe si la historia del socialismo no sería distinta hoy si hubieranprestado oído a tus palabras: "El Estado se equivoca a veces. Cuando sucede una de esas equivocaciones se percibe una disminución del entusiasmo colectivo debido a una reducción cuantitativa de cada uno de los elementos que lo forman, y el trabajo se paraliza hasta quedar reducido a magnitudes insignificantes: es el momento de rectificar".
Che, muchos de tus recelos se han confirmado a lo largo de estos años y han contribuido al fracaso de nuestros movimientos de liberación. No te escuchamos lo suficiente. Desde África, en 1965, le escribiste a Carlos Quijano, del periódico Marcha de Montevideo: "Déjeme decirle, aún a costa de parecer ridículo, que el verdadero revolucionario está guiado por sentimientos de amor. Es imposible pensar en un auténtico revolucionario sin esta cualidad". Esta advertencia coincide con lo que el apóstol Juan, exiliado en la isla de Patmos, escribió en el Apocalipsis hace dos mil años, en nombre del Señor, a la Iglesia de Éfeso: "Conozco tu conducta, el esfuerzo y la perseverancia. Sé que no soportas a los malos. Aparecieron algunos diciendo que eran apóstoles. Tú los probaste y descubriste que no lo eran. Eran mentirosos. Ustedes han sido perseverantes. Sufrieron por causa de mi nombre y no se desanimaron. Pero hay una cosa que repruebo en ti: abandonaste el primer amor" (2, 2-4).
Algunos de nosotros, Che, abandonaron el amor a los pobres, que hoy se multiplican en la Patria Grande latinoamericana y en el mundo. Dejaron de guiarse por grandes sentimientos de amor para ser absorbidos por estériles disputas partidarias y, a veces, hacen de los amigos, enemigos, y de los verdaderos enemigos, aliados. Corroídos por la vanidad y por la disputa de > espacios políticos, ya no tienen el corazón encendido por ideas de justicia. Permanecieron sordos a los clamores del pueblo, perdieron la humildad del trabajo de base y ahora cambian utopías por votos.
Cuando el amor se enfría el entusiasmo se apaga y la dedicación se retrae. La causa como pasión desaparece, como el romance entre una pareja que ya no se ama. Lo que era 'nuestro' resuena como 'mío' y las seducciones del capitalismo reblandecen los principios, cambian los valores y si todavía proseguimos en la lucha es porque la estética del poder ejerce mayor fascinación que la ética del servicio.
Tu corazón, Che, latía al ritmo de todos los pueblos oprimidos y expoliados. Peregrinaste desde Argentina a Guatemala, de Guatemala a México, de México a Cuba, de Cuba al Congo, del Congo a Bolivia. Todo el tiempo saliste de ti mismo, encendido de amor, que en tu vida se traducía en liberación. Por eso podías afirmar con autoridad que "es preciso tener una gran dosis de humanidad, de sentido de justicia y de verdad, para no caer en extremos dogmáticos, en escolasticismos fríos, en aislamiento de las masas. Es necesario luchar todos los días para que ese amor a la humanidad viva se transforme en hechos concretos, en gestos que sirvan de ejemplo, de movilización".
Cuántas veces, Che, nuestra dosis de humanidad se ha resecado, calcinada por dogmatismos que nos hincharon de certezas y nos dejaron vacíos de sensibilidad para con los dramas de los condenados de la Tierra. Cuántas veces nuestro sentido de justicia se perdió en escolasticismos fríos que proferían sentencias implacables y proclamaban juicios infamantes. Cuántas veces nuestro sentido de verdad cristalizó en el ejercicio de autoridad, sin que correspondiésemos a los anhelos de quienes sueñan con un trozo de pan, de tierra y de alegría. Tú nos enseñaste un día que el ser humano es el "actor de ese extraño y apasionante drama que es la construcción del socialismo, en su doble existencia de ser único y miembro de la comunidad". Y que éste no es "un producto acabado. Los defectos del pasado se trasladan al presente en laconciencia individual y hay que emprender un continuo trabajo para erradicarlos". Quizá nos ha faltado destacar con más énfasis los valores morales, las emulaciones subjetivas, los anhelos espirituales. Con tu agudo sentido crítico cuidaste de advertirnos que "el socialismo es joven y tiene errores. Los revolucionarios carecen muchas veces de conocimientos y de la audacia intelectual necesarios para enfrentar la tarea del desarrollo del hombre nuevo por métodos distintos de los convencionales, pues los métodos convencionales sufren la influencia de la sociedad que los creó".
A pesar de tantas derrotas y errores, hemos tenido conquistas importantes a lo largo de estos cuarenta años. Los movimientos populares han irrumpido en todo el Continente. Hoy en muchos países están mejor organizados los campesinos, las mujeres, los obreros, los indios y los negros. Entre los cristianos, una parte significativa ha optado por los pobres y engendró la Teología de la Liberación. Hemos sacado considerables lecciones de las guerrillas urbanas de los años 60; de la breve gestión popular de Salvador Allende; del gobierno democrático de Maurice Bishop, en Granada, masacrado por las tropas de los Estados Unidos; de la ascensión y la caída de la Revolución Sandinista; de la lucha del pueblo de El Salvador. En México los zapatistas de Chiapas ponen al desnudo la política neoliberal y se propaga por América Latina la primavera democrática, con los electores repudiando a las viejas oligarquías y eligiendo a aquellos que son a su imagen y semejanza: Lula, Chaves, Morales, Correa, Ortega, etc.
Falta mucho por hacer, querido Che. Pero conservamos con cariño tus herencias mayores: el espíritu internacionalista y la revolución cubana. Una y otra cosa se presentan hoy como un solo símbolo. Comandada por Fidel, la Revolución cubana resiste al bloqueo imperialista, la caída de la Unión Soviética, la carencia de petróleo, los medios de comunicación que pretenden satanizarla. Resiste con toda su riqueza de amor y de humor, salsa y merengue, defensa de la patria y valoración de la vida. Atenta a tu voz, ella desencadena un proceso de rectificación, consciente de los errores cometidos y empeñada, a pesar de las dificultades actuales, en hacer realidad el sueño de una sociedad donde la libertad de uno sea la condición de justicia del otro.Desde donde estás, Che, bendícenos a todos nosotros los que comulgamos en tus ideales y tus esperanzas. Bendice también a los que se cansaron, se aburguesaron o hicieron de la lucha una profesión en supropio beneficio. Bendice a los que tienen vergüenza de confesarse de izquierda y de declararse socialistas. Bendice a los dirigentes políticos que, una vez destituidos de sus cargos, nunca más visitaron una favela ni apoyaron una movilización. Bendice a las mujeres que, en casa, descubrieron que sus compañeros eran lo contrario delo que ostentaban fuera, y también a los hombres que luchan por vencer el machismo que los domina. Bendícenos a todos nosotros los que, ante tanta miseria que siega vidas humanas, sabemos que no nos queda otra vocación más que la de convertir corazones y mentes, revolucionar sociedades y continentes. Sobre todo bendícenos para que, todos los días, estemos motivados por grandes sentimientos de amor, de modo que podamos recoger el fruto del hombre y la mujer nuevos.


Frei Betto





































Caro Che,
sono già passati quarant’anni da quando la CIA ti ha assassinato nella giungla boliviana, l’8 ottobre del 1967. Allora avevi 39 anni. I tuoi assassini pensavano che sparandoti addosso, dopo averti catturato vivo, avrebbero cancellato la tua memoria. Non sapevano, che al contrario di quello che capita agli egoisti, gli altruisti non muoiono mai. I sogni libertari non rimangono chiusi in gabbia come uccelli domestici. La stella del tuo basco ora brilla più forte, la forza dei tuoi occhi guida generazioni per le vie della giustizia, il tuo aspetto sereno e fermo ispira fiducia a chi combatte per la libertà. Il tuo spirito supera le frontiere dell’Argentina, di Cuba e della Bolivia, come una fiamma ardente avvolge ancora oggi il cuore di molti rivoluzionari
In questi quarant’anni ci sono stati cambiamenti radicali. E’ caduto il muro di Berlino, ed ha sepolto il socialismo europeo. Molti di noi capiscono solo ora il tuo osar segnalare, nel 1962 in Algeria, le crepe nelle mura del Cremlino, che ci sembravano così solide. La storia è un fiume rapido che non vuole ostacoli. Il socialismo europeo ha cercato di fermare le acque di quel fiume con il burocraticismo, l’autoritarismo, l’incapacità di portare nella vita quotidiana lo sviluppo tecnologico derivato dalla corsa allo spazio, e soprattutto, si era rivestito di una razionalità economicista che non affondava le sue radici nell’educazione soggettiva dei soggetti storici: i lavoratori.
Chissà se la storia del socialismo non sarebbe stata diversa se avessimo ascoltato le tue parole: “A volte lo Stato si sbaglia. Quando capita uno di questi equivoci si percepisce una diminuzione dell’entusiasmo collettivo, dovuto ad una riduzione quantitativa di ciascuno degli elementi che lo formano, ed il lavoro si paralizza fino a diventare di volume insignificante: è il momento di rettificare”.
Che, molti dei tuoi dubbi si sono confermati nel corso di questi anni ed hanno contribuito alla sconfitta dei nostri movimenti di liberazione. Non ti abbiamo ascoltato abbastanza. Nel 1965, dall’Africa, scrivesti a Carlos Quijano, del quotidiano Marcha di Montevideo: "Lasci che le dica, anche a costo di sembrare ridicolo, che il vero rivoluzionario è guidato da sentimenti d’amore. E’ impossibile pensare ad un autentico rivoluzionario senza queste qualità”. Questa nota coincide con quello che l’apostolo Giovanni, esiliato nell’isola di Patmos, scrisse nell’Apocalisse quasi duemila anni fa, nel nome del Signore alla chiesa di Efeso: “Conosco la tua condotta, lo sforzo e la perseveranza. So che non sopporti i malvagi. Vennero alcuni dicendo di essere apostoli.Tu li hai scoperti e smascherati. Erano menzogneri. Siete stati perseveranti. Avete sofferto a causa del mio nome e non vi siete lasciati perdere d’animo. Eppure, c’è qualcosa che disapprovo, l’aver lasciato il primo amore.” (2, 2-4).
Alcuni di noi, Che, hanno perduto l’amore per i poveri, che oggi nella Patria Grande latinoamericana e nel mondo, si sono moltiplicati. Hanno smesso di lasciarsi guidare dai grandi sentimenti d’amore per sterili dispute partitiche e, a volte, fanno degli amici, nemici, e dei veri nemici, alleati. Corrotti dalla vanità e dalla disputa per spazi politici, non hanno più il cuore acceso da ideali di giustizia. Sono rimasti sordi ai clamori del popolo, hanno perso l’umiltà del lavoro di base ed ora cambiano utopie in cambio di voti.
Quando l’amore si raffredda l’entusiasmo si spegne, e la dedizione finisce. La causa come passione sparisce, come il romanzo in una coppia che non si ama più. Ciò che era “nostro” risuona come ”mio” e le seduzioni del capitalismo blandiscono i principi, cambiano i valori. E se proseguiamo nella lotta è perché l’estetica del potere esercita maggio fascino che l’etica del servizio.
Il tuo cuore, Che, batte al ritmo di tutti i popoli oppressi e spogliati. Hai pellegrinato dall’Argentina al Guatemala, dal Guatemala al Messico, dal Messico a Cuba, da Cuba al Congo, dal Congo alla Bolivia. Per tutto questo tempo sei uscito da te stesso, acceso d’amore, che nella tua vita si traduceva in liberazione. Perciò potevi affermare con autorità che “bisogna avere una grande carica d’umanità, di senso di giustizia e di verità, per non cadere in estremismi dogmatici, in freddi scolasticismi, in isolamento dalle masse. Bisogna lottare tutti i giorni perché questo amore per l’umanità viva si trasformi in fatti concreti, in gesti che servano da esempio, da mobilitazione”.
Quante volte, Che, la nostra dose di umanità si prosciugata, calcinata dai dogmatismi che ci avevano riempiti di certezze e ci hanno lasciati vuoti di sensibilità per i condannati della Terra. Quante volte il nostro senso di verità si è cristallizzato nell’esercizio di autorità, senza che rispondessimo agli aneliti di quelli che sognano con un pezzo di pane, di terra e di allegria. Un giorno tu ci hai insegnato che “l’essere umano è l’Attore di questo strano e appassionante dramma che è la costruzione del socialismo, nella sua doppia esistenza di essere unico e membro della comunità. Ma questo non è un prodotto finito. I difetti del passato si spostano nel presente, nella coscienza individuale, e bisogna fare un continuo lavoro per sradicarli”. Forse ci è mancato di insistere con più enfasi sui valori morali, le emulazioni soggettive, gli aneliti spirituali. Col tuo acuto senso critico ti sei preso cura di avvertirci che “il socialismo è giovane e fa errori. I rivoluzionari sono spesso carenti di conoscenze e dell’audacia intellettuale necessaria per affrontare il compito dello sviluppo dell’uomo nuovo con nuovi metodi, diversi da quelli convenzionali, soffrono l’influenza della società che li ha creati”.
Nonostante tante sconfitte ed errori, in questi quarant’anni abbiamo raggiunto conquiste importanti. I movimenti popolari sono comparsi in tutto il Continente. Oggi in molti paesi i contadini, le donne, gli operai, gli indios sono meglio organizzati. Tra i cristiani, una parte significativa ha scelto di stare dalla parte dei poveri.ed ha abbracciato la Teologia della Liberazione. Abbiamo ricevuto molte lezioni dalle guerriglie urbane degli anni 60’; dalla breve gestione popolare di Salvador Allende; dal governo democratico di Maurice Bishop a Grenada, massacrato dalle truppe degli Stati Uniti; dall’ascesa e dalla caduta della Rivoluzione Sandinista; dalla lotta del popolo di El Salvador. In Messico gli zapatisti del Chiapas mettono a nudo la politica neoliberale e in America Latina si propaga la primavera democratica, con gli elettori che ripudiano la vecchie oligarchie ed eleggono quelli che sono a loro immagine e somiglianza: Lula, Chavez, Morales, Correa, Ortega, ecc.
Resta molto da fare, caro Che. Ma conserviamo con affetto le tue eredità più grandi: lo spirito internazionalista e la rivoluzione cubana. L’una e l’altra si presentano oggi come un simbolo unico.. Guidata da Fidel, la Rivoluzione Cubana resiste all’embargo imperialista, alla caduta dell’Unione Sovietica, alla carenza di petrolio, ai media che pretendono di demonizzarla. Resiste con tutta la sua ricchezza d’amore e di humor, salsa e merengue, difesa della patria e valorizzazione della vita. Attenta ai tuoi insegnamenti, realizza un processo di rettificazione, cosciente degli errori commessi, e nonostante le attuali difficoltà, è impegnata nel rendere possibile il sogno di una società in cui la libertà di uno sia la condizione di giustizia dell’atro. Là dove ti trovi, o Che, benedici tutti noi che condividiamo le tue idee e le tue speranze. Benedici anche quelli che si sono stancati, si sono imborghesiti o hanno fatto della lotta una professione a proprio beneficio. Benedici quelli che si vergognano di professarsi di sinistra e di dichiararsi socialisti. Benedici i dirigenti politici che, una volta investiti di un’autorità, non sono mai più stati in una favela, né hanno appoggiato una manifestazione. Benedici le donne che, a casa, hanno scoperto che i loro compagni erano il contrario di ciò che ostentavano fuori, ed anche gli uomini che lottano per vincere il machismo che li domina. Benedici tutti noi che sappiamo che di fronte a tanta miseria che falcia vite umane, sappiamo che non abbiamo altra vocazione che quella di convertire cuori e menti, rivoluzionare società e continenti. Soprattutto, benedicici affinché noi si possa essere motivati tutti i giorni da grandi sentimenti d’amore, e si possa cogliere così il frutto dell’uomo e della donna nuovi.

Frei Betto

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Quel giorno - Morte di Che Guevara

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A cura di A. Rizzo e A. Levi, 1970

Revolutionary Road

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[13.12.1964] Announcer: From New York City, Face the Nation, a spontaneous and unrehearsed news interview with Ernesto Che Guevara, Cuban Minister of Industry. Major Guevara will be questioned by CBS News United Nations Correspondent Richard C. Hottelet; Ted Szulc of the Washington Bureau of the New York Times: and CBS News Correspondent Paul Niven.

Paul Niven - Major Guevara, in your speech to the General Assembly the day before yesterday, you accused the United States of helping Cuba's neighbors prepare new aggression against her. We, in turn, have often accused your government of abetting subversion in other Latin American countries. Do you see any way out of this situation, any way to improve relations?
Ernesto "Che" Guevara - I think with regards to solutions, there are solutions, and I think there is only one. We have said repeatedly to the government of the United States that we do not want anything but to forget us, that they do not consider us even for good or evil.

Paul Niven - Major Guevara, we have more questions about Cuba's relations with this country and with the Communist countries, and about your own internal situation. Major Guevara, you said a mornent ago you would simply like us Americans to forqet Cuba. Your speech the other day suggested that you cannot forget us. You consider us a hostile government, ninety miles away. How can you expect us to forget you?
Ernesto "Che" Guevara - I didn' t say exactly that I expected you to forget us. You asked a solution, and I said what was that solution in the present moment. If it is possible or not, that is another question.

Ted Szulc - Major Guevara, on several opportunities recently Premier Fidel Castro has suggested in interviews with visiting newspaperman and on other occasions that a new effort be made to normalize relations between Cuba and the United States, particularly in the field of trade and exchanges. As an economist, do you feel yourself that the resumption of relations of this nature would be useful or welcome for Cuba? In other words, would you like to see the relations normalized?
Ernesto "Che" Guevara - Not as an economist, because I have never considered myself an economist, but only an official of the Cuban Government, as another Cuban. I think harmonious relations with the U.S. would be very good for us from the economical point of view, more than in any other field, because all our industry has been established by the U.S. and primary products and repair parts that we have to make with much difficulty or to bring from other areas could come directly. And besides, sugar, which traditionally we had the American market is also near.

Ted Szulc - If my recollection is right, in 1960 you made several speeches, particularly one in 1960, saying that for Cuba to go on selling sugar to the United States was a form of colonialism to which you were subjected. Have you changed your mind about this?
Ernesto "Che" Guevara - Naturally, because those were different conditions. We sold sugar with the specific conditions established by American buyers, which in turn dominated the internal market and production in Cuba. Now if we would sell sugar to the U.S., it would be the Cuban Government the one who would sell it, and it would be a complete profit for our people.

Richard C. Hottelet - Dr. Guevara, washington has said that there are two political conditions for the establishment of normal relations between the United States and Cuba. One is the abandonment of your military commitment to the Soviet Union. The other is the abandonment of the policy of exporting revolution to Latin America. Do you see any chance of a change in either of these points?
Erensto "Che" Guevara - Absolutely. We put no condition of any kind to the U.S., we don't want it to changa its system, we don't want racial discrimination to cease in the u.s., we put no conditions to the establishment of relations. But we neither put conditions to...

Richard C. Hottelet - But my question was whether you would accept conditions placed by the United States on the resumption of normal relations.
Ernesto "Che" Guevara - We will not accept any conditions from the U.S. We will not accept conditions imposed by the U.S. to us.

Richard C. Hottelet - But in the matter of the missiles, the Russian missiles on Cuba, and the Cuban military relations with the Soviet Union, how can the United States be sure that Cuba is not a strategic threat once again? Would you accept United Nations inspection, or inspection by the Organization of American states, if you do not permit American on-site inspection of Cuba?
Ernesto "Che" Guevara - You talked about the organization of American States. Yesterday - the day before yesterday the Colombian delegate spoke about the orbit of the OAS; it is in effect an orbit which gyrates around the u.s. An inspection by such delegates would be an inspection by the U.S. You talk about that the United States don't feel secure. And we ask too U.S. - do we ourselves feel secure that we have no missiles against Cuba? Them cannot we reach a harmonious solution because the two countries are equal in the world. Let's inspect all bases, atomic bases, of the U.S. and let's inspect also what we have in Cuba. And if you want, let's liquidate all the atomic bases in Cuba and in the U.S. and we are in complete agreernent with that.

Paul Niven - Major Guevara, are you in fact trying to export your revolution? Are you ever day shipping arms to other Latin American countries? Are you bringing revolutionaries from other countries to Cuba, training them, sending them home?
Ernesto "Che" Guevara - I also had an opportunity to say at the Assembly, and I can repeat it emphatically now revolutions are not exportable: revolutions are created by oppressive conditions which Latin American countries exercise against their peoples. And there comes rebellion. And afterwards new Cubas will emerge. We axe not the ones who create revolutions. It is the imperialist system and its allies, internal allies, the ones who create revolution.

Paul Niven - But does not your attitude towards the present government of Venezuela, which is considered in many other countries leftist and progressive, suggest that you consider any governrnent oppressive which is not Cornmunist?
Ernesto "Che" Guevara - In absolute, no. What we consider is that the Venezuelan government is not a leftist government, has nothing of a leftist government. It is an oppressor, an oppressive government, it is a murderer - he murders them - the peasant fights in the region of Falcon, for example, where there are military advisors of the U.S. There is in Venezuela today, in spite of the American press does not reveal it - the Venezuelan government is not a leftist government.

Paul Niven - Is there any government in this hemisphere which Cuba considers to be progressive?
Ernesto "Che" Guevara - The word "progressive" is an ambiguous word. There is one government with which we keep diplomatic relations, the government of Mexico, with which we have good relations. Our systems are different. We respect their system. We are in a complete harmony up to date, and I have the hope that it will continue like that. But if you ask me the image of Latin America, there are some countries which oppress their peoples much more, and among the less - least oppressive, among those with which we could have perfectly normal relations without any difficulties - we could have Uruguay, Chile, maybe Costa Rica. But the U.S. do not permit us.

Richard C. Hottelet - But all these countries have broken diplomatic relations with Cuba. Don't you feel yourself isolated when you have no friend at all in this hemisphere?
Ernesto "Che" Guevara - We have a lot of friends, but not among the governments - the friends are in the peoples. And in the last instance the peoples will be the rulers of those states.

Ted Szulc - You have been over the years, I believe, a very articulate and candid critic yourself of that which was occurring with the Cuban economy. I read your speeches in which you have criticized the errors in policies and errors in judgments. Now that you are approaching the seventh year of your revolution, would you try to assess for us briefly just what has happened to the economy in your country? Do you feel that you might begin to rise from the point where you have been? What projection of the economy would you make for 1965? Will it be the seventh lean year or not necessarily?
Ernesto "Che" Guevara - It is a very difficult question to answer it in a very short moment. I am being bombed by questions of all kinds. I will try to be very concise and try to explain to the American people. We had a great number of mistakes in the economic fleld, naturally. I am not the critic. It is Fidel Castro, the one who has criticked repeatedly the mistakes we have made, and he explained why we have made them. We did not have a previous preparation. We made mistakes in agriculture. We made mistakes in industry. All these mistakes are being settled now. In industry, we are now concentrating our best effort in trying to make plants work at a maximum capacity, trying to replace the equipment which is in bad conditions due to lack of spare parts from the U.S., that we cannot get from the U.S.; to extend our industry later on the basis of our primary resources. And to lessen our dependence on external markets and dedicate our efforts in 1965 to the aspect of security and hygiene of work, to make our plants better for the worker: that the worker may feel really a man there. We have taken plants from the capitalist system where the most important thing was to produce, especially in Cuba. I do not imply that in the U.S. plants, industrial plants, are now places of exploitation where man is oppressed. I know that there are a great number of advantages here for the American worker. But those advantages in Cuba had not reached, and conditions are very bad, very unhealthy. We have to dedicate our efforts to better the life, the time passed by the worker in the industrial plant. That will be one of our main efforts during the next year.

Paul Niven - Major, we have some more questions about the internal situation in Cuba when we resume in a moment.

Richard C. Hottelet - Dr. Guevara, you have protestad against the presence of the American naval base at Guantanamo and the continued American reconnaissance over-flights over Cuba. Will you take any military action, either against the base or the planes?
Ernesto "Che" Guevara - We will - we had to explain at the Assembly the other day that we do not boast. We know the power of the u.s. we do not fool ourselves about this power. We say that the U.S. government wants us to pay a very high price for this unstable peace we enjoy today. And the price we are in a position to pay is only - comes only to the frontiers of dignity, not beyond. If we had to kneel in order to live in peace, they will have to kill us before. If they do not want te go to that point, we will continue to live in the best way possible - that is in this not peaceful coexistence that we have today with the U.S.

Paul Niven - What does that mean in terms of practical diplomacy, Major? What do you propose to do?
Ernesto "Che" Guevara - We have denounced in all assemblies, in all places where we have had the opportunity to speak, the illegality of flights and the fact that there is a base against the will of the Cuban people. Furthermore, we have denounced the great number of violations, or provocations from that base, according to statistics, a little rough statistics four provocations every day. And we have asked the non-aligned countries and the General Assembly of the U.N. to take measures to prevent things like these.

Paul Niven - Major, may I ask you what percentage of the people of Cuba support the revolution.
Ernesto "Che" Guevara - Well...

Paul Niven - We have ten seconds.
Ernesto "Che" Guevara - In ten seconds it is very difficult. In this moment we do not have elections. But the great majority of the Cuban people supports its government.

Paul Niven - Thank you, Major Guevara, for being here to Face of the Nation.

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[13.12.1964] Annunciatore: Dalla città di New York il programma "Face of the Nation" trasmette un'intervista spontanea e diretta con Ernesto Che Guevara, ministro dell'industria di Cuba. Il comandante Guevara sarà intervistato dal corrispondente della CBS alle Nazioni Unite, Richard C. Hottelet, da Tadd Szulc, della redazione di New York del "New York Times" e dal corrispondente della CBS Paul Niven.

Paul Niven - Comandante Guevara, nel suo discorso all'Assemblea generale di avant'ieri, lei ha accusato gli Stati Uniti di aiutare i Paesi vicini a preparare nuove aggressioni contro Cuba. A nostra volta, noi abbiamo accusato frequentemente il suo governo di promuovere la sovversione in altri paesi latino-americani. Vede qualche possibilità di uscita da questa situazione, qualche modo di migliorare le relazioni?
Ernesto "Che" Guevara - Penso che soluzioni ve ne siano, e credo che ve ne sia una sola. Abbiamo detto ripetutamente al governo degli Stati Uniti che non vogliamo niente altro, solo che loro si dimentichino di noi, che non si preoccupino di noi, né in bene né in male.

Paul Niven - Comandante Guevara, abbiamo altre domande sulle relazioni di Cuba con questo paese e con i paesi comunisti, e sulla situazione interna di Cuba stessa. Comandante Guevara, lei ha detto un momento fa che le piacerebbe semplicemente che noi nordamericani ci dimenticassimo di Cuba. Il suo discorso dell'altro giorno suggerisce che lei non riesce a dimenticarsi di noi: lei ci considera un governo ostile a novanta miglia. Come può sperare che noi vi dimentichiamo?
Ernesto "Che" Guevara - Io non ho detto esattamente che avevo la speranza che voi ci dimenticaste. Lei mi ha chiesto una soluzione e io le ho detto qual è la soluzione, al momento attuale. Se sia possibile o no, è un'altra domanda.

Ted Szulc - Signor Guevara, in diverse occasioni recenti il premier Fidel Castro ha suggerito, in interviste con giornalisti in visita a Cuba e in altre occasioni, che si deve fare uno sforzo nuovo per normalizzare le relazioni tra Cuba e gli Stati Uniti, particolarmente sul terreno del commercio e degli scambi. Come economista, lei ritiene personalmente che sarebbe utile o vantaggioso per Cuba riallacciare relazioni di questa natura? In altre parole, le piacerebbe vedere normalizzarsi queste relazioni?
Ernesto "Che" Guevara - Non come economista, perché non mi sono mai considerato un economista, ma un funzionario del governo cubano, come un cubano qualunque credo che relazioni di buona armonia con gli Stati Uniti sarebbero molto buone per noi dal punto di vista economico più che in qualsiasi altro campo, perché tutta la nostra industria è stata costruita dagli Stati Uniti e le materie prime e i pezzi di ricambio che dobbiamo fabbricare con grandi difficoltà, o importare da altre aree, potrebbero venirci direttamente. C'è anche lo zucchero, per il quale abbiamo avuto tradizionalmente il mercato nordamericano, che è anche vicino.

Ted Szulc - Comandante, se la memoria mi è fedele, nel 1960. lei ha pronunciato diversi discorsi, uno in particolare nel marzo 1960, nel quale disse che continuare a vendere zucchero agli Stati Uniti era per Cuba una forma di colonialismo al quale Cuba veniva sottoposta. Ha cambiato opinione su questo?
Ernesto "Che" Guevara - Naturalmente, perché quelle erano condizioni diverse. Noi vendevamo zucchero a condizioni specifiche stabilite dai compratori nordamericani, che a loro volta dominavano il mercato e la produzione interna di Cuba. Attualmente, se vendessimo zucchero agli Stati Uniti, l'unico a venderlo sarebbe il governo cubano e tutti i profitti sarebbero per il nostro popolo.

Richard C. Hottelet - Dottor Guevara, Washington ha detto che ci sono due condizioni politiche per il ristabilimento di relazioni normali tra Stati Uniti e Cuba: una, l'abbandono dei suoi impegni militari con l'Unione Sovietica, l'altra l'abbandono della politica di esportazione della rivoluzione in America Latina. Vede qualche possibilità di cambiamento in qualcuno di questi punti?
Ernesto "Che" Guevara - Assolutamente no. Noi non poniamo agli Stati Uniti nessun tipo di condizione. Non vogliamo che cambino il loro sistema. Non pretendiamo che cessi la discriminazione razziale negli Stati Uniti. Non mettiamo condizione alcuna per il ristabilimento di relazioni, ma neppure accettiamo condizioni...

Richard C. Hottelet - Ma la mia domanda è se lei accetterebbe queste condizioni poste dagli Stati Uniti per la ripresa di relazioni normali.
Ernesto "Che" Guevara - Non accetteremo nessuna condizione dagli Stati Uniti, non accetteremo nessuna condizione impostaci dagli Stati Uniti.

Richard C. Hottelet - Ma nella questione dei missili Russia-Cuba e delle relazioni militari cubane con l'Unione Sovietica, come possono gli Stati Uniti essere sicuri che Cuba non rappresenterà di nuovo una minaccia strategica? Accetterebbe l'ispezione delle Nazioni Unite o l'ispezione dell'Organizzazione degli Stati Americani sul posto?
Ernesto "Che" Guevara - Lei ha menzionato l'Organizzazione degli Stati Americani. Avant’ieri il delegato colombiano ha parlato dell'orbita dell'OSA. Si tratta in effetti di un'orbita attorno agli Stati Uniti. Un'ispezione da parte di simili delegati sarebbe un'ispezione realizzata dagli Stati Uniti. Lei dice che gli Stati Uniti non si sentono sicuri e noi chiediamo agli Stati Uniti, possiamo sentirci sicuri che non esistono missili contro Cuba? Non possiamo, quindi, arrivare ad una soluzione armonica perché i paesi nel mondo sono uguali. Ispezioniamo tutte le basi, le basi atomiche degli Stati Uniti, e ispezioniamo anche ciò che abbiamo a Cuba, e, se lo desidera, liquidiamo tutte le basi atomiche a Cuba e negli Stati Uniti e noi saremo perfettamente d'accordo su questo.

Paul Niven - Comandante, lei sta in realtà tentando di esportare la sua rivoluzione? Inviate armi tutti i giorni ad altri paesi latino-americani? State portando a Cuba rivoluzionari di altri Paesi per poi restituirli addestrati alla loro patria?
Ernesto "Che" Guevara - Ho avuto anche l'opportunità di dirlo all'assemblea e posso ripeterlo categoricamente adesso: le rivoluzioni non si esportano. Le rivoluzioni sono create dalle condizioni di oppressione che i governi latino-americani esercitano contro i popoli, da lì viene la ribellione e dopo sorgono le nuove Cuba. Non siamo noi che creiamo le rivoluzioni, è il sistema imperialista e i suoi alleati, alleati interni, che crea le rivoluzioni.

Paul Niven - Non trova che il Suo atteggiamento verso il presente governo del Venezuela, che è considerato da molti altri paesi di sinistra e progressista, suggerisca che Lei consideri ogni governo oppressivo se non è comunista?
Ernesto "Che" Guevara - Assolutamente no. Quello che noi consideriamo è che il governo venezuelano non è un governo di sinistra, non ha niente di un governo di sinistra. È un oppressore, un governo oppressivo è assassino - e lui assassina - il contadino ribelle della regione di Falco, per esempio, dove ci sono consiglieri militari statunitensi. Questo accade oggi in Venezuela, nonostante la stampa americana non lo riveli - il governo venezuelano non è un governo di sinistra.

Paul Niven - C'è qualche governo di questo emisfero che Cuba considera essere progressista?
Ernesto "Che" Guevara - La parola "progressista" è una parola ambigua. C'è un governo col quale noi intratteniamo relazioni diplomatiche, il governo del Messico, col quale abbiamo buoni rapporti. I nostri sistemi sono diversi. Noi rispettiamo il loro sistema. Noi siamo in un'armonia completa, per quanto ci riguarda, e ho speranza che le cose continueranno in tal senso. Ma se Lei chiede a me il ritratto dell'America Latina, ci sono dei paesi che opprimono il loro popoli molto di più, e fra i meno - meno oppressivi, fra quelli con cui noi potremmo avere relazioni perfettamente normali senza alcune difficoltà - noi potremmo annoverare Uruguay, Cile, forse il Costa Rica. Ma gli Stati Uniti non ce lo permettono.

Richard C. Hottelet - Ma tutti questi paesi hanno rotto le relazioni diplomatiche con Cuba. Non si sente isolato quando Lei non ha amici in tutto in questo emisfero?
Ernesto "Che" Guevara - Noi abbiamo molti amici, ma non fra i governi - gli amici sono nei popoli. E in ultima istanza i popoli saranno i governanti di quegli stati.

Ted Szulc - Lei è stato in tutte le occasioni, secondo me, un critico chiaro e candido, lei stesso, di ciò che è avvenuto nella economia cubana. Ho letto i suoi discorsi nella parte che criticava gli errori politici e gli errori di giudizio. Ora che state arrivando al settimo anno della vostra rivoluzione, analizzerebbe, per noi, brevemente, ciò che è successo nell'economia del suo Paese? Lei crede che potreste incominciare a risollevarvi dal livello cui eravate scesi? Che pronostico farebbe rispetto all'economia per il 1965? Sarà il settimo anno magro o non lo sarà necessariamente?
Ernesto "Che" Guevara - Una domanda molto difficile, perché si possa rispondere in pochi istanti. Mi state bombardando con domande di ogni specie. Cercherò di essere molto conciso e di spiegarlo al popolo nordamericano. Abbiamo commesso un gran numero di errori nel campo economico, naturalmente. Non solo io li critico, è Fidel Castro che ha criticato ripetutamente gli errori che abbiamo commesso, e ha spiegato perché li abbiamo commessi. Noi non avevamo una preparazione anteriore. Siamo incorsi in errori nell'agricoltura e nell'industria. Tutti questi errori si stanno adesso risolvendo. Nell'industria stiamo concentrando il nostro sforzo migliore nel far sì che le fabbriche lavorino alla capacità massima; stiamo tentando di sostituire le attrezzature che sono in cattive condizioni a causa della mancanza di pezzi di ricambio che non possiamo comprare negli Stati Uniti; tentiamo di estendere la nostra industria sulla base delle nostre risorse di materie prime, di ridurre la nostra dipendenza dai mercati esteri e di dedicare i nostri sforzi, nel 1965, al settore della sicurezza e dell'igiene del lavoro per rendere le nostre fabbriche più confortevoli per il lavoratore; perché il lavoratore vi si possa sentire veramente un uomo completo. Abbiamo rilevato delle fabbriche dal sistema capitalista, per il quale la questione più importante era produrre, specialmente a Cuba. Non voglio dire che negli Stati Uniti le fabbriche - quelle industriali - sono luoghi di sfruttamento in cui l'uomo è spremuto come un'arancia. So che qui il lavoratore nordamericano gode di molti vantaggi, ma quei vantaggi a Cuba non erano stati ottenuti e le condizioni erano molto cattive, poco salubri. Abbiamo dedicato i nostri sforzi a rendere migliore la vita, il tempo che il lavoratore passa nello stabilimento industriale. Sarà questo uno dei nostri principali sforzi durante l'anno prossimo.

Paul Niven - Abbiamo altre domande sulla situazione interna di Cuba, quando riprenderemo tra qualche attimo.

Richard C. Hottelet - Dottor Guevara, lei ha protestato per la presenza della base navale nordamericana di Guantànamo e per i continui voli di ricognizione nordamericani su Cuba. Adotterete qualche misura militare sia contro la base, sia contro gli aerei?
Ernesto "Che" Guevara - Bene, l'altro giorno, all'assemblea ho dovuto spiegare che non ci piace fare bravate. Conosciamo la potenza degli Stati Uniti. Noi diciamo che il governo degli Stati Uniti vuole farci pagare un prezzo molto alto per questa coesistenza non pacifica di cui oggi godiamo, e il prezzo che siamo disposti a pagare arriva solo fino alle frontiere della dignità, non va oltre. Se per vivere in pace dovessimo metterci in ginocchio, dovrebbero prima ucciderci. Se non vogliono arrivare fino a questo punto, continueremo a vivere nel miglior modo possibile che è questa coesistenza non pacifica attualmente vigente con gli Stati Uniti.

Paul Niven - Che cosa significa questo in termini di diplomazia spicciola, Comandante? Che cosa ci proponete di fare?
Ernesto "Che" Guevara - Abbiamo denunciato in tutte le assemblee, in tutti i luoghi in cui abbiamo avuto la possibilità di parlare, l'illegalità dei voli e il fatto che esiste una base contro la volontà del popolo cubano; abbiamo anche denunciato il numero di violazioni, di provocazioni partite da quella base, e abbiamo chiesto ai Paesi non allineati e all'Assemblea generale delle Nazioni Unite di prendere delle misure per evitare questo stato di cose.

Paul Niven - Comandante, posso chiederle che percentuale del popolo di Cuba appoggia la rivoluzione?
Ernesto "Che" Guevara - Bene...

Paul Niven - Abbiamo dieci secondi.
Ernesto "Che" Guevara - È molto difficile in dieci secondi. In questo momento non abbiamo elezioni, ma una grande maggioranza appoggia il governo.

Paul Niven - Grazie, Comandante Guevara, per la sua partecipazione a Face of the Nation.

Io so' testardo...

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Io so' testardo,
c'ho la capoccia dura
e per natura non abbasso mai lo sguardo,
è un'esigenza
perché c'ho 'na pazienza da leopardo.
Io so' testardo
e non mi ferma gnente,
vado sempre avanti fino al mio traguardo
indifferente...
e non m'importa gnente se ritardo.

Io so' de legno,
e sembro muto e sordo
ma le tue parole, sta' tranquillo
che me le ricordo...
e qualche volta me le segno.

Io so' de coccio
quello che dico faccio,
io so' uno che, comunque vada,
le promesse le mantiene,
che poi nemmeno me conviene,
molto...
perché so' un muro,
e pure se t'ascolto fondamentalmente
so' sicuro
che la tua vita è appesa a un filo...
e io c'ho le forbici.

Però, se ancora un po' me piaci
la colpa e dei tuoi baci,
che m'hanno preso l'anima...
de li mortacci tua!

Io so' De Chirico
dico in senso simbolico,
c'ho un controllo diabolico
quasi artistico
del mio stato psicofisico...
e se hai capito, mo' traducilo.

E so' tenace
perché alla gente piace,
ma è evidente che con un coltello
mi puoi fa' cambia' opinione...
Ahò, so' tenace
ma mica so' cojone!

Io so' de marmo
ma tu m'hai sbriciolato,
perché so' testardo fino al punto
che so' sempre innammorato...
pure se tu m'hai già scordato.
- e infatti l'hanno vista...
- m'hanno informato!

Però, se ancora un po' mi piaci
la colpa è dei tuoi baci
che m'hanno preso l'anima...
de li mortacci tua!

Apparenza e realtà

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Cosa c'è dentro di noi nel male,
vivere per quello che ora vale,
di ricordi, di paure e sogni,
di lavori a volte indegni.
E non ascoltare mai nessuno,
col timore che poi sì, qualcuno
ti convinca che stai navigando
in un mare sempre più profondo...

Sì, fai proprio bene tu a dormire
in un mondo che ti può cullare,
che nasconde bene la realtà,
che non chiede niente solo dà.
Sì, fai proprio bene tu a sognare
e a me chi me lo fa fare
di spiegarti che chi ha il potere
cerca solo di mangiare e bere...

Cosa c'è dentro di noi nel bene
a non affrontarsi mai conviene,
soldi poi meglio non ne parliamo
sono questi i tempi in cui viviamo.
Stai seduto lì sul tuo divano,
stretto col telecomando in mano
passi dalla sagra dei teatrini
alla morte dei bambini...

Sì, fai proprio bene tu a restare
fermo e aspetti ancora di capire
quale mano ti potrà colpire,
chiudi gli occhi dai non ci pensare.
Sì, fai proprio bene tu a star zitto
quella strada segui e vai diritto,
un'idea diversa non è libertà
sei già sui canali della verità...

Sì, fai proprio bene tu a dormire
in un mondo che ti può cullare,
che nasconde bene la realtà,
che non chiede niente solo dà.
Sì, fai proprio bene tu a sognare
e a me chi me lo fa fare
di spiegarti che queste educande
stan portando via anche le mutande...